| 4. Análise do Gestor sobre |
| 4.1 | Resultado no exercício findo |
| No exercício social encerrado em 30/04/2026, a Classe não realizou novas aquisições de ativos, mantendo a carteira constituída em exercícios anteriores, razão pela qual o item 2 deste Informe foi assinalado como não aplicável. A atuação do gestor concentrou-se no acompanhamento e na cobrança dos direitos creditórios já integrantes da carteira, os quais permanecem registrados pelo respectivo valor a receber estimado.
Em 30/04/2026, o patrimônio líquido consolidado da Classe totalizava R$ 30.376.783,08, assim distribuído entre as subclasses: (i) Sênior I - R$ 25.875.251,95 (85,18% do patrimônio), 388.000,003665 cotas e valor de cota de R$ 66,688793; (ii) Sênior II - R$ 4.501.530,97 (14,82%), 70.000,000000 cotas e valor de cota de R$ 64,307585; (iii) Mezanino - R$ 0,15, 153.990,436787 cotas; e (iv) Subordinada II - R$ 0,01, 10.000,000000 cotas, estas duas últimas em valor residual (R$ 0,000001 por cota), por terem absorvido integralmente as perdas reconhecidas sobre os direitos creditórios.
No quadrimestre encerrado em 30/04/2026, o patrimônio líquido consolidado reduziu-se 0,31%, variação decorrente essencialmente da apropriação das despesas ordinárias da Classe - taxas de administração, gestão e escrituração, auditoria e taxa de fiscalização da CVM -, líquidas do rendimento da parcela de liquidez. O valor atribuído aos direitos creditórios permaneceu estável em R$ 30.320.936,42, sem apropriação de juros remuneratórios, refletindo a manutenção do valor recuperável estimado. No mesmo intervalo, o valor da cota Sênior I variou +1,09% e o da cota Sênior II, -2,52%, em função da ordem de subordinação aplicada na alocação do patrimônio entre as subclasses.
Em 02/03/2026 foi processado ajuste de alocação entre subclasses, com cancelamento de 7.438,565472 cotas Sênior II e emissão de 3.535,506078 cotas Sênior I, correspondente à transferência de R$ 538.851,07 de patrimônio da subclasse Sênior II para a subclasse Sênior I, sem efeito sobre o patrimônio líquido consolidado. Não houve, no período, integralizações em recursos novos, amortizações ou resgates pagos aos cotistas.
Comparado o patrimônio líquido consolidado ao valor contratual acumulado das posições registradas em cada subclasse - Sênior I: R$ 52.567.946,70; Sênior II: R$ 9.104.230,06; Mezanino: R$ 20.230.114,13; total de R$ 81.902.290,89 -, a cobertura corresponde a 37,09% do total, sendo de 49,22% na subclasse Sênior I, de 49,44% na subclasse Sênior II e nula nas subclasses Mezanino e Subordinada II. O resultado do exercício reflete, portanto, a deterioração da qualidade dos direitos creditórios integrantes da carteira, e não movimentações de investimento ou desinvestimento. |
| 4.2 |
Conjuntura econômica do segmento de atuação relativo ao período
findo
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| O exercício encerrado em 30/04/2026 transcorreu em ambiente de política monetária fortemente restritiva. A taxa Selic, em 14,75% a.a. no início do exercício, foi elevada a 15,00% a.a. em junho de 2025 - maior patamar em quase duas décadas - e mantida nesse nível até março de 2026, quando teve início o ciclo de redução (14,75% a.a. em março de 2026 e 14,50% a.a. na reunião de 29/04/2026). O custo de carregamento da dívida do produtor rural permaneceu, assim, em nível historicamente elevado durante praticamente todo o período, em contexto de inflação acima da meta e de pressão adicional sobre combustíveis e insumos a partir do agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
No lado da produção, o desempenho físico do agronegócio foi favorável. Em seu 7º Levantamento de Grãos, divulgado em abril de 2026, a Conab estimou safra recorde de 356,3 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, incremento de 1,2% sobre o ciclo anterior, com área semeada de 83,3 milhões de hectares (alta de 2%) e produção recorde de soja de 179,2 milhões de toneladas. O volume recorde, contudo, não se converteu em recomposição de margens: a produtividade média nacional recuou, os preços agrícolas mantiveram-se voláteis e os custos de insumos e de capital seguiram elevados.
A consequência foi a continuidade da deterioração do crédito no setor. Conforme dados do Banco Central, a carteira de crédito rural alcançou R$ 812,7 bilhões em novembro de 2025, dos quais R$ 123,6 bilhões classificados como carteira estressada. Levantamento da Serasa Experian aponta R$ 54 bilhões em dívidas negativadas da população rural no quarto trimestre de 2025 e 853 pedidos de recuperação judicial de pessoas físicas ligadas ao agronegócio em 2025, alta de 51% sobre os 566 pedidos registrados em 2024, com concentração em Mato Grosso, Goiás e Paraná, e maior inadimplência entre os grandes produtores rurais (9,8%). O primeiro trimestre de 2026 manteve a tendência, com o agronegócio figurando como o setor mais pressionado em pedidos de recuperação judicial.
No plano institucional, o Conselho Nacional de Justiça editou o Provimento nº 216/2026, em vigor desde março de 2026, que estabelece diretrizes nacionais para o processamento de recuperações judiciais e falências de produtores rurais, com exigência de comprovação mais estruturada da atividade rural, e o Provimento nº 231/2026, que disciplina critérios nacionais para a atuação dos administradores judiciais. Em paralelo, as instituições financeiras passaram a exigir garantias mais robustas, tornando o crédito rural mais seletivo e oneroso.
Esse conjunto de fatores afeta diretamente o segmento de atuação da Classe: alonga e encarece os ciclos de recuperação de direitos creditórios de origem agropecuária, reduz a capacidade de pagamento dos devedores e pressiona o valor de realização das garantias, justificando a manutenção de provisões relevantes sobre os ativos da carteira. |
| 4.3 |
Perspectiva para o período seguinte com base na composição da
carteira
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| Em 30/04/2026, a carteira da Classe era composta, essencialmente, por direitos creditórios registrados pelo respectivo valor a receber estimado, de R$ 30.320.936,42, equivalente a 99,60% do ativo total, e por parcela de liquidez de R$ 122.346,74 (0,40% do ativo total), aplicada em cotas dos fundos CERES ZERAGEM FI EM RF REF DI (R$ 119.005,65) e BEYOND SOBERANO FC FI RF REF DI (R$ 3.341,09), ambos de renda fixa referenciados ao DI e de liquidez diária. O passivo, de R$ 66.856,78, corresponde substancialmente a provisões de taxas de administração, gestão e escrituração, auditoria e taxa de fiscalização da CVM.
Considerando essa composição e a inexistência de programa de investimentos para os exercícios seguintes, conforme item 3 deste Informe, não são esperadas novas aquisições de ativos. A atuação do gestor no período seguinte permanecerá concentrada na cobrança e na recuperação dos direitos creditórios já integrantes da carteira, incluindo o acompanhamento das medidas de cobrança em curso e a negociação com devedores e garantidores.
Nesse cenário, a expectativa é de estabilidade do patrimônio líquido, com redução gradual decorrente da apropriação das despesas ordinárias, até que se materializem eventos de recuperação. Como os direitos creditórios estão registrados por valor recuperável estimado e não há apropriação de juros remuneratórios, a rentabilidade das cotas no período seguinte dependerá fundamentalmente do resultado efetivo das recuperações: valores recebidos acima do montante registrado produzirão resultado positivo às subclasses, enquanto recuperações inferiores implicarão novas perdas.
Os recursos eventualmente recuperados serão destinados conforme a ordem de subordinação estabelecida no regulamento, com prioridade para a subclasse Sênior I, seguida das subclasses Sênior II, Mezanino e Subordinada II. Considerando que, em 30/04/2026, o patrimônio líquido consolidado cobre 37,09% do valor contratual acumulado das subclasses Sênior I, Sênior II e Mezanino, não há, com base na composição atual da carteira, expectativa de distribuição às subclasses Mezanino e Subordinada II.
O gestor destaca como principais pontos de atenção para o período seguinte: (i) a manutenção de reserva de liquidez suficiente para o custeio das despesas obrigatórias da Classe, considerando o nível atual da parcela aplicada em fundos de renda fixa; (ii) o alongamento dos prazos e o aumento da litigiosidade nas recuperações de crédito do agronegócio, agravados pelo volume de pedidos de recuperação judicial no setor; e (iii) a manutenção de juros em nível elevado, que reduz a capacidade de pagamento dos devedores e pressiona o valor de realização das garantias. |
| 9. Assembleia Geral |
| 9.1 |
Endereços (físico ou eletrônico) nos quais os documentos relativos
à assembleia estarão
à disposição dos cotistas para análise
|
| Endereço físico: Rua Gilberto Sabino, nº215, 4º Andar, Pinheiros, SP e endereço eletrônico: [email protected] e www.vortx.com.br |
| 9.2 |
Indicação dos meios de comunicação disponibilizados aos cotistas
para (i) a inclusão de
matérias na ordem do dia de assembleias gerais e o envio de documentos pertinentes às
deliberações
propostas; (ii) solicitação de lista de endereços físicos e eletrônicos dos demais
cotistas para envio de
pedido público de procuração
|
| Endereço físico: Rua Gilberto Sabino, nº215, 4º Andar, Pinheiros, SP e endereço eletrônico: [email protected] e www.vortx.com.br |
| 9.3 |
Descrição das regras e procedimentos aplicáveis à participação dos
cotistas em
assembleias gerais, incluindo (i) formalidades exigidas para a comprovação da qualidade
de cotista e
representação de cotistas em assembleia; (ii) procedimentos para a realização de
consultas formais, se
admitidas em regulamento; (iii) regras e procedimentos para a participação à distância e
envio de
comunicação escrita ou eletrônica de voto
|
| A convocação da Assembleia Geral deve ser feita com, no mínimo, 10 (dez) dias corridos de antecedência, quando em primeira convocação, e com 5 (cinco) dias corridos de antecedência, nas demais convocações, e far-se-á por meio de correio eletrônico (e-mail) endereçado a cada um dos Cotistas com o respectivo aviso de recebimento, ou, alternativamente, por meio de envio de carta com aviso de recebimento exclusivamente para aqueles Cotistas que assim solicitarem previamente e por escrito à Administradora. |
| 9.4 | Práticas para a realização de assembleia por meio eletrônico |
| Os Cotistas poderão votar por meio de comunicação escrita ou eletrônica, ou ainda, por meio de plataformas digitais, nos termos do que for disciplinado na convocação, observando-se sempre que a referida comunicação somente será considerada recebida pela ADMINISTRADORA até o início da respectiva Assembleia Geral de Cotistas. |
| 14. Política de divulgação de informações |
| 14.1 |
Descrever a política de divulgação de ato ou fato relevante adotada
pelo administrador,
ou disponibilizar o link correspondente da página do administrador na rede mundial de
computadores,
indicando os procedimentos relativos à manutenção de sigilo acerca de informações
relevantes não divulgadas,
locais onde estarão disponíveis tais informações, entre outros aspectos
|
| Todos os atos ou fatos relevantes do Fundo serão divulgados na página do Fundo, www.vortx.com.br e no sistema FundosNet da B3 S.A.Brasil, Bolsa e Balcão ("B3") e da CVM. |
| 14.2 |
Descrever a política de negociação de cotas, se houver, ou
disponibilizar o link
correspondente da página do administrador na rede mundial de computadores
|
| Depois de as cotas estarem integralizadas e após o FUNDO estar devidamente constituído e em funcionamento, os titulares das cotas poderão negociá-las no mercado secundário, observados os prazos e condições previstos neste Regulamento, em mercado de balcão organizado ou de bolsa, ambos administrados pela B3 S.A. – BRASIL, BOLSA BALCÃO (“B3”), devendo o ADMINISTRADOR tomar as medidas necessárias de forma a possibilitar a negociação das cotas neste mercado. |
| 14.3 |
Descrever a política de exercício do direito de voto em
participações societárias, ou
disponibilizar o link correspondente da página do administrador na rede mundial de
computadores
|
| Não aplicável. |
| 14.4 |
Relacionar os funcionários responsáveis pela implantação,
manutenção, avaliação e
fiscalização da política de divulgação de informações, se for o caso
|
| Não possui informação apresentada. |